Aldeia Sustentável, um lugar pra encontrar ações pra deixar o dia-a-dia mais inteligente

Fui convidado esses dias pra conhecer a rede Aldeia Sustentável, projeto criado por algumas recém amigas (Claudia Chow e Paula Signorini que conheci durante o Global Forum América Latina.

Achei a idéia “sooooooper” então resolvi divulgar o projeto. A Aldeia Sustentável é uma rede social onde podemos blogar/publicar nossas ações cotidianas para melhoria do meio ambiente, pela sustentabilidade.

O que podemos fazer hoje. Vejo que cada membro desta rede poderá aumentar sua consciência a medida que vai tomando contato com ações simplese experiências reais de transformação pessoal.

Ora, no final das contas, vejo que o mais difícil é a transformação de cada um. Pra eu mudar um hábito meu, é bem difícil! Infelizmente, mas é verdade, e dentro dos meus diversos hábitos que me fazem ter uma pegada ecológica de 3,5 planetas, devem existir coisas simples que posso mudar ao entrar em contato com o relato de pessoas que já os mudaram em suas vidas.

Parabéns pela iniciativa moças! Já vou blogar algumas coisas que faço!

A Aldeia estará no ar a partir de 1° de Dezembro de 2008. Visitem:

http://aldeiasustentavel.ning.com/

Será que dor é igual a sofrimento?

Minha amiga Maria Fernanda publicou uma reflexão muito consciente sobre dor e sofrimento.

Vale a pena conferir: “..

Bom, dor é fundamental.
Primeiro prá gente se proteger do mal.
Do mal físico, por que dói.
Quando queima dói, quando bate dói, quando rala, dói.
E dor é sinal de que aquilo não faz bem. Que alguma coisa não está certa.
Então a gente vai ver, vai cuidar. Do machucado, da doença, do mal.
Do mal espiritual, também por que dói.
Dói, a gente chora, fica triste, amuada, quieta.
E a gente está sempre procurando o bem estar.
Então quando dói o coração, nunca é por muito tempo, por que a gente arranja um jeito de aliviar a dor.
O melhor jeito é parando para refletir.
Catando a bicha pelos chifres, olhando lá no fundo dos olhos dela e perguntando:
O que raios você está querendo me dizer?
E com muito treino, com muita paciência, quietude e silêncio, às vezes a gente consegue ouvir a voz da dor.
E aprender com ela. E se transformar e se abrir mais prá poder ser mais feliz.
E o engraçado é que a gente acaba agradecendo à dor por nos ter ajudado a ver.
Mas às vezes, a gente acha que não vai conseguir encará-la de frente.
Que vai se desmilinguir toda, partir em mil pedaços. Aí começa a sofrer.
Sofrer é o esforço de evitar a dor. Negar a dor. Fingir que ela não existe.
A gente pode ficar anos, vidas assim, nessa cegueira de nós mesmos.
E nossa energia é sugada pelo sofrimento, que vai crescendo, crescendo, monstro!
Então a dor é fundamental.
Prá nos proteger dos monstros que vivem dentro da gente.

…”

Tudo é uma coisa só…

Encontrados abandonados quando eram filhotes, estes leões foram criados por dois rapazes. Quando cresceram, foram deixados na floresta para que se reacostumassem com a vida selvagem. Um ano depois, os dois rapazes vieram ao local onde os haviam soltado, para ver como eles estavam passando…(L)

SPTrans mandando bem :-)

Já faz algumas semanas que tenho trabalho aqui em São Paulo (capital). Por conta disso tenho morado (praticamente) no ap. de um tio meu. Pra chegar de lá pro Banco Real na Paulista (onde trabalho) preciso pegar um ônibus e um metrô.

Bom, esse busão que eu pego chama Jd. Maristela e ele me leva até o metro Alto do Ipiranga. Pego ele de manhã lá pelas 8h. O busão na verdade é um micro ônibus e é claro, depois de 3 pontos após o meu, ele já tá transbordando.

Esses dias tive a infelicidade de quebrar um dente, após levar um soco na boca sem querer de um cara que tava no onibus. O cara ia cair após uma parada do ônibus e a reação dele foi tentar agarrar uma das barras no ônibus. Como o ônibus tava lotado não deu muito certo, e ele acertou minha boca! hehehe pasmem! Mas enfim…. Dente concertado, a boa notícia:

Uma semana antes de quebrar o dente, eu entrei na Área “Contato” do site da SPTrans, pra tentar deixar um recado, uma reclamação sobre o fato do ônibus estar lotado e ser um micro ônibus.

Após preencher um formulário, recebi um número de ticket e uma mensagem do site me dizendo para retornar ao site depois de 20 dias para verificar o resultado do ticket. Minha mensagem foi a seguinte:

“..Tenho pego este micro onibus (preenchido num outro campo) na av. Maristela as 08h da manhã aprox. O micro onibus está completamente lotado até chega a estação Alto do ipiranga. Não seria possível colocar um ônibus grande para este horário ao invés de um micro ônibus como ocorre hoje? Dessa forma sentiriamos muito mais confortáveis.

Obrigado!..”

Bom, entrei hoje no site novamente, achei meu ticket e então e vi a seguinte resposta:

“…Em atenção a sua comunicação gostaríamos, primeiramente, de agradecer a gentileza de seu contato, pois a manifestação dos usuários é de extrema importância para o aprimoramento constante dos serviços de transportes públicos por ônibus na cidade de São Paulo.
Sobre o assunto, temos a expor que realizamos inspeção na linha e constatamos que a mesma foi operada de forma irregular, apresentando falta de partidas, razão pela qual o consórcio responsável foi autuado e a fiscalização intensificada para garantir a qualidade dos serviços prestados…”

Bola dentro! Custou um dente meu mas parece que a coisa vai melhorar pro povo lá. Amanhã vou pegar o busão novamente pra ver se a coisa melhorou, aguardem o final da novela.

Vídeo divulgação do Global Fórum América Latina

Global Forum América Latina

Global Forum América Latina.
Negócios, Universidades e Sociedade num mundo sustentável.
18, 19 e 20 de Junho de 2008.

Práticas não sustentáveis. Conscientizar ou proibí-las?

“Hoje a noite tava conversando com meu amigo Marcelo Santos. Ele trouxe uma visão por sobre a questão da urgência de uma mudança comportamental em escala planetária.

Ele tava meio aflito após assitir alguns documentários como Uma Verdade Inconveniente e resolveu pensar mais a fundo no assunto. Eu falei sobre a questão de cada um fazer sua parte para que consigamos diminuir nosso impacto negativo no mundo.

Nesse momento o Marcelo levantou a seguinte bola: Cada um fazer o seu não é suficiente neste momento. Talvez seja a hora de proibir. Por exemplo, proibir queimadas de qualquer tipo ou finalidade, proibir consumo de carne, cirgarro, etc. Afinal, o bicho tá pegando ou não tá?

Além disso, o Marcelo ressaltou o seguinte: Por que não processamos nosso governo por permitir essas queimadas na amazônia, fator determinante para o Brasil ocupar o 4o lugar no ranking de emissão de CO2?

Me faz pensar…

Teste da pegada ecológica em Português

O Algarra achou um teste da pegada ecológica em português. Bem mais simples e claro:

http://www.pegadaecologica.org.br/

Pra variar, meu teste não foi muito animador. Se todos fossem igual a mim, precisaríamos de 3 planetas.

Oficina de Sustentabilidade do Banco Real

Participei na semana passada da oficina de sustentabilidade do Banco Real. Sustentabilidade é uma palavra nova pra mim, confesso! Então resolvi me inscrever pra participar dessa oficina, com expectativa de entender um pouco mais sobre o assunto, já imaginando que isto traria informações e práticas para meu dia-a-dia.

Bom, dito e feito. Conheci muitos conceitos interessantes nesta oficina. Um deles é o da ‘Pegada Ecológica”, que é uma tentativa de medir quantos hectares do planeta terra são necessários para produzir os recursos necessários para manter a vida de um ser humano.

Pra minha surpresa, descobri que se todo mundo da face da terra levasse o padrão de vida que eu levo, precisaríamos de 3,8 planetas Terra pra dar conta do recado!

E olha que eu já faço algumas coisa que não contribuem para o tamanho da minha pegada ecológica, como não comer carne e levar sacolas ao supermercado (pra não usar as plásticas). Também tenho usado muito transporte público ultimamente, mas mesmo assim preciso de 7 hectares de Terra para me sustentar na face da Terra.

O que contribuiu pra isso, segundo o teste da Pegada Ecológica, foram:

  • O meu chuveiro ser elétrico e não a gás natural
  • O número de torneiras que há na minha casa (de 6 a 8!)
  • O fato de eu morar numa casa e não num apartamento
  • O fato de eu comer pouco em casa (quem come fora tem pegada ecológica maior ??)
  • O fato de eu não dar preferencia a produtos produzidos na minha localidade (Sorocaba)
  • O fato de eu ter um carro
  • A distância da minha casa para meu trabalho
  • O fato de eu não praticar compostagêm com resíduos orgânicos

O teste da pegada ecológica pode ser feito pela Net:

http://ecofoot.org/

Uma das coisas muito interessantes que ocorreram na oficina, foi ter um momento para ver que práticas que posso adotar no meu dia-a-dia, ou seja, ver quais são os pequenos passos que já posso dar para diminuir o tamanho da minha “Pegada Ecológica”. Na minha reflexão, já pensei no seguinte:

  • Separar lixo orgânico;
  • Tomar banho mais rápido;
  • Fazer uma hortinha em casa;
  • Consumir menos refrigerante ou refrigerantes feitos na minha cidade (tem alguns razoáveis).
  • Fazer uma lista de produtos locais (Sorocaba) e colocar no meu blog
  • Retomar o estudo de um aquecedor de água com garrafa Peti que havia começado há uns 2 anos. Tem várias pessoas que fizeram e deu super certo :)

A oficina de sustentabilidade acontece uma vez por mês na agência da Av. Paulista do Banco Real. As próximas serão nos dias 24/06 e 25/07. É bom fazer a inscrição bem antes ok? É só entrar no portal de sustentabilidade do site do banco real:

http://www.bancoreal.com.br/sustentabilidade

Além da oficina presencial, também é possível fazer (no mesmo site) alguns cursos online sobre sustentabilidade.

Além disso, o Banco Real também dá uma palestra mensal a respeito das práticas que o adotou para se tornar uma empresa sustentável, práticas essas que vão desde o consumo de papél reciclado até não ter como cliente empresas que possuem trabalho infantil ou escravo.

Por falar nisso, sustentabilidade vai bem além de consumir produtos legais e reciclar lixo. Ao meu entender, parte do princípio de que precisamos nos organizar cada vez mais em redes de conversação e informação para que achemos meios de reinventar nosso modelo economico e social. Uma sociedade que sustenta o consumo em massa de forma desenfreada, não pode ser sustentável.

Para entender um pouco mais de World Café e da Papagallis

Estes dias nós da Papagallis fizemos duas apresentações sobre nossa empresa e sobre o World Café (café com conversa como chamamos).

Aqui estão elas :-)

Emocionar-se é…

…agir dentro de um certo domínio de ações definidas por certas disposições corporais dinâmicas!

Talvez não seja uma definição bonita ou poética que se possa dar a algo tão belo quanto o fato de “emocionar-se”. Esta é uma definição sobre a ótica da biologia que tirei da leitura de vários materiais sobre as pesquisas de Maturana, que entre outras coisas é biólogo e educador.

Ora, me peguei a observar. Esses dias fui tocar acordeon num barzinho aqui de Sorocaba. Fazia tempo que não tocava em bares e confesso que senti um certo medo misturado com uma certa timidez. Bom, na verdade percebi que estas sensações refletiam na velocidade e qualidade dos meus pensamentos. Refletiam na minha musculatura toda.. meus dedos um tanto trêmulos, uma sensação estranha nos braços e na minha face. Refletiam na forma que eu olhava pras pessoas e recriava aquela sensação e, ao mesmo tempo, tentava me sentir a vontade com fato de que iria tocar dali uns minutos. Como sempre é de acontecer, na hora do show a coisa fluiu muito bem e as emoções que senti foram muito positivas.

Depois de pequena reflexão, me perguntei até se aquela sensação desconfortável inicial não foi, de certa forma, benéfica para o momento em que entrei no palco, já que ela criou uma tensão que se transformou em muita energia na hora de tocar.

Mas perceba: quais são as disposições de seu corpo, de seus músculos e de seus pensamentos quando você está com raiva? Quando você está feliz? Quando está calmo? Quando está apressado? Quais são os líquidos e energias que te movem e quais são as emoções que você percebe?

Bom, é um estudo bem interessante este, por que até uma coisa tão certa quanto o pensamento lógico tem sua base nas emoções. Estive pensando: como planejo meu futuro se estou feliz? Com certeza é diferente de fazer qualquer planejamento com preocupações, sentindo tristeza ou raiva.

O cérebro límbico, que é constituído pelas camadas mais profundas do cérebro humano, “controla” (talvez esta não seja a melhor palavra) as emoções e a fisiologia do corpo. Esta é a parte mais antiga do cérebro de nossa espécie e recebe informações de várias partes do corpo. O Neocórtex, parte do cérebro onde se dão as cognições, se formou ao redor do cérebro límbico durante milhões de anos de evolução e sua estrutura (inclusive de tecidos) é diferente do límbico. Uma das consequencias disto é que diante de uma situação ou de uma ameaça, nosso cerébro límbico reage primeiro que o neocórtex. Bom, pelo que entendo, isto deve significar que sentimos emoções antes de racionalizar as coisas e, por consequência, nossa racionalidade é influênciada por nossas emoções.

Segundo David Servan, doutor em ciências neurocognitivas, o cérebro emocional (límbico) nos dirige rumo as experiências que buscamos e o cognitivo (neurocórtex) tenta fazer com que cheguemos lá do modo mais inteligente possível. Como recebem as informações mais ou menos ao mesmo tempo, eles podem cooperar ou competir entre si sobre o controle do pensamento, das emoções ou do comportamento. O resultado dessa interação determina o que sentimos, nossas relações com o mundo e nossos relacionamento com os outros.

Ainda segundo David Servan, a competição entre os dois cérebros, pouco importa a forma que tome, nos torna, seguramente, infelizes.

Me emociono, logo penso? A verdade é que ainda há muitas coisas a serem descobertas sobre nós, seres humanos!