Aldeia Sustentável, um lugar pra encontrar ações pra deixar o dia-a-dia mais inteligente

Fui convidado esses dias pra conhecer a rede Aldeia Sustentável, projeto criado por algumas recém amigas (Claudia Chow e Paula Signorini que conheci durante o Global Forum América Latina.

Achei a idéia “sooooooper” então resolvi divulgar o projeto. A Aldeia Sustentável é uma rede social onde podemos blogar/publicar nossas ações cotidianas para melhoria do meio ambiente, pela sustentabilidade.

O que podemos fazer hoje. Vejo que cada membro desta rede poderá aumentar sua consciência a medida que vai tomando contato com ações simplese experiências reais de transformação pessoal.

Ora, no final das contas, vejo que o mais difícil é a transformação de cada um. Pra eu mudar um hábito meu, é bem difícil! Infelizmente, mas é verdade, e dentro dos meus diversos hábitos que me fazem ter uma pegada ecológica de 3,5 planetas, devem existir coisas simples que posso mudar ao entrar em contato com o relato de pessoas que já os mudaram em suas vidas.

Parabéns pela iniciativa moças! Já vou blogar algumas coisas que faço!

A Aldeia estará no ar a partir de 1° de Dezembro de 2008. Visitem:

http://aldeiasustentavel.ning.com/

Vamos trazer a sustentabilidade para as nossas vidas?

Mais um dia se começa. Acordo, venho pra São Paulo, vou trabalhar. Meu pai, sai de casa, vai trabalhar. Minha mãe, pega seu carro e vai trabalhar. Meu irmão vai para seu trabalho também. Minha namorada espera sua amiga para ir à Faculdade, de carro. Todos vão longe, de carro ou ônibus.

Chega o final do dia. Tarefas de casa. Minha mãe faz janta. Eu estou em São Paulo, ainda trabalhando. Meu irmão, em Sorocaba, já vai fritando um hamburguer pra comer. Meu pai tá assistindo TV essas horas.

Na TV, meu pai, meu irmão e minha mãe, ouvem falar de sustentabilidade, ou de insustentabilidade da humanidade. Geleiras derretendo, pessoas passando fome, em condições desumanas.

Minha mãe me liga no final do dia. No nosso bate-papo,  ela reclama que não aguenta mais dar aula (ela é professora). “Ninguém presta atenção”. Eu digo pra ela mudar a aula, fazer diferente. Ela reclama do estado.

Todo mundo quer um planeta melhor. Mas quando vamos para, respirar e tocar no assunto? A vida está andando, acontecendo. A gente acorda e vai trabalhar. Quando vamos começar?

Pessoal, meus amigos, leitores e familiares. Vamos começar?

Nestes dias 20 e 21 de Novembro de 2008, irei estar no Global Forum America Latina, em São Paulo, um evento onde cerca de 500 pessoas estarão reunidas pensando, refletindo sobre sustentabilidade. Está aí a oportunidade de conseguirmos parar e conseguir chavear nossa rotina, mudar a rota e iniciarmos um novo momento de nossa estadia aqui na Terra.

Convido vocês meus amigos, a se inscreverem e participarem do evento.

Para isso, acesse:

http://www.globalforum.com.br

Global Fórum América Latina para Sustentabilidade

Semana que vem estarei em Curitiba, participando (e talvez até interagindo) no Global Fórum América Latina para sustentabilidade.

Digo que talvez interagindo, por que a princípio farei parte de uma equipe de observadores informais do evento. Nossa idéia tentar ver o evento, sobre a ótica da Biologia Cultura (do prof. Humberto Maturana).

O resultado disso será disponibilizado num ambiente compartilhado.

Quem quiser pode também agregar seu blog ou feed para ser exibido neste site. Basta cadastrar o endereço do seu blog no delicious com a tag “gfal2008″ (sem as aspas) e quando for postar algo no seu blog, coloque a tag, categoria ou marcador “gfal2008″ (também sem aspas).

Fotos públicas do flickr com essa tag também serão agregadas e mostradas no site.

Daqui a pouco eu passo o link dessa parada : -)!

Vídeo divulgação do Global Fórum América Latina

Global Forum América Latina

Global Forum América Latina.
Negócios, Universidades e Sociedade num mundo sustentável.
18, 19 e 20 de Junho de 2008.

Esboços de uma sociedade planetária sustentável

Por Fritjof Capra e Ernest Callenbach

Do blog do Augusto no GFAL

O conceito de sustentabilidade transformou-se num elemento chave no movimento global, crucial para encontrar soluções viáveis para resolver os maiores problemas do mundo. O que significa isto? Lester Brown, fundador do Worldwatch Institute, elaborou uma definição clara: “Uma sociedade sustentável é aquela que satisfaz as suas necessidades sem diminuir as possibilidades das gerações futuras de satisfazer as delas”.

Como seria, verdadeiramente, uma sociedade sustentável? Ainda não há modelos detalhados, mas na última década surgiram critérios básicos que nos permitem desenhar a forma emergente das sociedades sustentáveis.

A sustentabilidade global requer uma drástica diminuição do crescimento mundial. As sociedades sustentáveis terão populações estáveis, como as que têm hoje em dia 13 países europeus e o Japão. A população mundial deverá se estabilizar no máximo em oito bilhões de pessoas. As economias sustentáveis não serão movidas por combustíveis fósseis, mas sim por energia solar e suas muitas formas diretas e indiretas: luz solar para aquecimento e eletricidade fotovoltaica, energia eólica, hídrica e assim por diante. A energia nuclear deixará de ser usada devido a sua longa lista de desvantagens e riscos econômicos, sociais e ambientais. Os painéis solares aquecerão a maior parte da água doméstica ao redor do mundo, e a maior parte da calefação será feita pela entrada direta dos raios solares.

Com as células fotovoltaicas, os lares, em todas as partes do mundo, serão tanto produtores quanto consumidores de eletricidade. A produção de energia será muito mais descentralizada e, por isso mesmo, menos vulnerável aos cortes ou apagões.

Um sistema energético sustentável será também muito mais eficiente. A economia de combustível dos automóveis será duas vezes maior. Por sua vez, a eficiência dos sistemas de iluminação será três vezes melhor, e as necessidades de aquecimento diminuirão em 75 por cento. Tudo isto hoje em dia é possível graças às tecnologias já existentes.

O transporte numa sociedade sustentável será muito menos esbanjador e poluente do que hoje. As pessoas morarão muito mais perto dos seus lugares de trabalho e se movimentarão nas vizinhanças por sistemas altamente desenvolvidos de ônibus e transportes sobre trilhos. Haverá menos automóveis particulares. As bicicletas serão um veículo importante no sistema de transporte sustentável. Hoje em dia, já há no mundo duas vezes mais bicicletas do que automóveis. Nas indústrias sustentáveis, a reciclagem será a principal fonte de matéria prima. O design de produtos se concentrará na durabilidade e no uso reiterado, em vez da vida curta e descartável dos produtos. O desejável será uma mentalidade baseada na ética da reciclagem. As empresas de reciclagem ocuparão o lugar das atuais companhias de limpeza urbana e disposição final do lixo, reduzindo a quantidade de resíduos em pelo menos em dois terços.

Uma sociedade sustentável necessitará de uma base biológica restaurada e estabilizada. O uso da terra seguirá os princípios básicos da estabilidade biológica: a retenção de nutrientes, o equilíbrio de carbono, a proteção do solo, a conservação da água e a preservação da diversidade de espécies. É provável que as áreas rurais tenham maior diversidade do que atualmente com o manejo equilibrado da terra, em que haverá rotatividade de plantações e de cultivo de espécies. As empresas que produzirem alimentos e energia serão mais populares.

Não haverá desperdício de colheitas. Os bosques tropicais serão conservados. Não haverá desmatamento para obtenção de madeira e outros produtos. Pelo contrário, milhões de hectares de novas árvores serão plantados. Os esforços para deter a desertificação transformarão as áreas degradadas em terrenos produtivos. O uso exaustivo de pastagens será eliminado, assim como haverá modificação na cadeia alimentar das sociedades afluentes, para incluir menos carne e mais grãos e vegetais.

Novas indústrias sustentáveis estarão mais descentralizadas, fomentando uma maior independência nas grandes cidades. Os sistemas de valores que enfatizam a quantidade, a expansão, a competição e a dominação darão lugar à qualidade, à conservação, à cooperação e à solidariedade. À medida que a acumulação de riqueza material perder sua importância, a distância entre ricos e pobres diminuirá, eliminando muitas tensões sociais.

A característica decisiva de uma economia sustentável será a rejeição da cega busca de crescimento. O produto interno bruto será reconhecido como um indicador falido. No lugar do PIB, as mudanças econômicas e sociais, tanto quanto as tecnológicas, serão medidas por sua contribuição à sustentabilidade. Em um mundo sustentável, os orçamentos militares serão uma pequena fração do que são hoje. Em vez de manter caras e poluidoras instituições de defesa, os governos poderão investir em uma fortalecida Organização das Nações Unidas para a manutenção da paz.

As nações descentralizarão o poder e a tomada de decisões dentro de suas próprias fronteiras. Ao mesmo tempo, estabelecerão um grau de cooperação e coordenação sem precedentes em nível internacional para solucionar problemas globais. As diferenças ideológicas se dissiparão frente à crescente consciência de que a Terra é o nosso lugar comum, não importando os nossos diferentes antecedentes culturais. A compreensão de que todos nós compartilhamos esta Terra será a fonte de um novo código ético.

A imagem de uma futura Terra sustentável tem sido pintada com grandes pincéis. O desafio das próximas décadas é aperfeiçoar os detalhes, por meio do trabalho das corporações, dos governos, das organizações ambientais, dos partidos políticos e dos cidadãos. Nós acreditamos que o ideal da sustentabilidade é uma preciosa meta, estimulante para os seres humanos, cansados de uma época esbanjadora e destrutiva.

Note-se que no texto não existe a palavra democracia e que, na sociedade planetária sustentável do futuro, imaginada por Capra e Callenbach, parece não haver muito lugar para a política democrática. Embora eles mencionem partidos políticos, praticamente não falam de política. Ou melhor, falam, ao supor que nessa sociedade planetária sustentável do futuro os centros do poder político ainda serão os Estados-nações com suas fronteiras (mas, é claro, eles “descentralizarão o poder e a tomada de decisões dentro de suas próprias fronteiras…”). Todavia, não é por meio da política que construiremos a tal sociedade do futuro (o paraíso da sustentabilidade na Terra): tudo se arranjará a partir do avanço da compreensão do funcionamento dos ecossistemas. Até mesmo “as diferenças ideológicas se dissiparão frente à consciência de que a Terra é o nosso lugar comum, não importando os nossos diferentes antecedentes culturais et coetera”.

Não é o aprendizado coletivo resultante da experimentação de novas formas de organização e convivência com as diferenças humanas, como resposta aos desafios de conservar a adaptação a um ambiente que muda continuamente, que tornará nossas sociedades mais sustentáveis e sim uma consciência que surgirá pelo conhecimento da natureza e se imporá como novo padrão ético universal. Eis aqui um novo platonismo que, como qualquer platonismo, despreza a democracia.

Práticas não sustentáveis. Conscientizar ou proibí-las?

“Hoje a noite tava conversando com meu amigo Marcelo Santos. Ele trouxe uma visão por sobre a questão da urgência de uma mudança comportamental em escala planetária.

Ele tava meio aflito após assitir alguns documentários como Uma Verdade Inconveniente e resolveu pensar mais a fundo no assunto. Eu falei sobre a questão de cada um fazer sua parte para que consigamos diminuir nosso impacto negativo no mundo.

Nesse momento o Marcelo levantou a seguinte bola: Cada um fazer o seu não é suficiente neste momento. Talvez seja a hora de proibir. Por exemplo, proibir queimadas de qualquer tipo ou finalidade, proibir consumo de carne, cirgarro, etc. Afinal, o bicho tá pegando ou não tá?

Além disso, o Marcelo ressaltou o seguinte: Por que não processamos nosso governo por permitir essas queimadas na amazônia, fator determinante para o Brasil ocupar o 4o lugar no ranking de emissão de CO2?

Me faz pensar…

Teste da pegada ecológica em Português

O Algarra achou um teste da pegada ecológica em português. Bem mais simples e claro:

http://www.pegadaecologica.org.br/

Pra variar, meu teste não foi muito animador. Se todos fossem igual a mim, precisaríamos de 3 planetas.

Oficina de Sustentabilidade do Banco Real

Participei na semana passada da oficina de sustentabilidade do Banco Real. Sustentabilidade é uma palavra nova pra mim, confesso! Então resolvi me inscrever pra participar dessa oficina, com expectativa de entender um pouco mais sobre o assunto, já imaginando que isto traria informações e práticas para meu dia-a-dia.

Bom, dito e feito. Conheci muitos conceitos interessantes nesta oficina. Um deles é o da ‘Pegada Ecológica”, que é uma tentativa de medir quantos hectares do planeta terra são necessários para produzir os recursos necessários para manter a vida de um ser humano.

Pra minha surpresa, descobri que se todo mundo da face da terra levasse o padrão de vida que eu levo, precisaríamos de 3,8 planetas Terra pra dar conta do recado!

E olha que eu já faço algumas coisa que não contribuem para o tamanho da minha pegada ecológica, como não comer carne e levar sacolas ao supermercado (pra não usar as plásticas). Também tenho usado muito transporte público ultimamente, mas mesmo assim preciso de 7 hectares de Terra para me sustentar na face da Terra.

O que contribuiu pra isso, segundo o teste da Pegada Ecológica, foram:

  • O meu chuveiro ser elétrico e não a gás natural
  • O número de torneiras que há na minha casa (de 6 a 8!)
  • O fato de eu morar numa casa e não num apartamento
  • O fato de eu comer pouco em casa (quem come fora tem pegada ecológica maior ??)
  • O fato de eu não dar preferencia a produtos produzidos na minha localidade (Sorocaba)
  • O fato de eu ter um carro
  • A distância da minha casa para meu trabalho
  • O fato de eu não praticar compostagêm com resíduos orgânicos

O teste da pegada ecológica pode ser feito pela Net:

http://ecofoot.org/

Uma das coisas muito interessantes que ocorreram na oficina, foi ter um momento para ver que práticas que posso adotar no meu dia-a-dia, ou seja, ver quais são os pequenos passos que já posso dar para diminuir o tamanho da minha “Pegada Ecológica”. Na minha reflexão, já pensei no seguinte:

  • Separar lixo orgânico;
  • Tomar banho mais rápido;
  • Fazer uma hortinha em casa;
  • Consumir menos refrigerante ou refrigerantes feitos na minha cidade (tem alguns razoáveis).
  • Fazer uma lista de produtos locais (Sorocaba) e colocar no meu blog
  • Retomar o estudo de um aquecedor de água com garrafa Peti que havia começado há uns 2 anos. Tem várias pessoas que fizeram e deu super certo :)

A oficina de sustentabilidade acontece uma vez por mês na agência da Av. Paulista do Banco Real. As próximas serão nos dias 24/06 e 25/07. É bom fazer a inscrição bem antes ok? É só entrar no portal de sustentabilidade do site do banco real:

http://www.bancoreal.com.br/sustentabilidade

Além da oficina presencial, também é possível fazer (no mesmo site) alguns cursos online sobre sustentabilidade.

Além disso, o Banco Real também dá uma palestra mensal a respeito das práticas que o adotou para se tornar uma empresa sustentável, práticas essas que vão desde o consumo de papél reciclado até não ter como cliente empresas que possuem trabalho infantil ou escravo.

Por falar nisso, sustentabilidade vai bem além de consumir produtos legais e reciclar lixo. Ao meu entender, parte do princípio de que precisamos nos organizar cada vez mais em redes de conversação e informação para que achemos meios de reinventar nosso modelo economico e social. Uma sociedade que sustenta o consumo em massa de forma desenfreada, não pode ser sustentável.