Para entender um pouco mais de World Café e da Papagallis
Estes dias nós da Papagallis fizemos duas apresentações sobre nossa empresa e sobre o World Café (café com conversa como chamamos).
Aqui estão elas
Estes dias nós da Papagallis fizemos duas apresentações sobre nossa empresa e sobre o World Café (café com conversa como chamamos).
Aqui estão elas
Um dos projetos que participei na minha vida foi um CD de composições minhas e principalmente do meu amigo Fabrício Pacheco. A gente resolveu presentear nossos amigos no final de 2005 (ou seria 2006?) com um CD caseiro. Bom, lá fomo nós… com ajuda de um PC, um microfone bom, um software pra remover ruídos, um teclado maneiro e nossos instrumentos de praxe (violão, flauta e acordeon), conseguimos terminar o CD em 20 dias, a tempo de dar de presente de Natal
São músicas calmas e profundas, bom pra relaxar. Quem tiver interesse pode baixar os MP3′s na página abaixo:
Pra quem se interessa pelo World Café e em entender seu funcionamento, recomendo uma boa leitura do capítulo sobre o assunto no livro Collective Inteligence de Robert Steele.
Como já disse num post anterior, o capítulo foi escrito pelos co-idealizadores do World Café, Juanita Brown e David Isascs, apoiados por outras pessoas da comunidade do Café.
Por ser um material muito precioso, resolvi fazer uma tradução e disponibilizá-lo na wiki da Papagallis. Como está na wiki, qualquer pessoa pode se sentir a vontade e melhorar a tradução ok?
Os links estão abaixo:
Collective Inteligence – World Café – Original (PDF em inglês)
Os co-inventores do World Café Juanita Brown e David Isaacs, escreveram um capítulo sobre a técnica no livro Collective Intelligence (Inteligência Coletiva), editado por Robert Steele. Vale a pena dar uma lida no PDF do capítulo que está disponível para download no link abaixo:
Collective-Intelligence-Chapter.pdf
O subtítulo do capítulo que fala sobre o World Café é “Despertando a inteligência coletiva e ações com envolvimento e empenho coletivo.”
Taí uma boa definição (uma entre muitas) do que um World Café proporciona!
Bom, essa deu no jornal aqui da minha cidade (Curzeiro do Sul). Segundo o jornal, 56% das empresas no Brasil usam software livre. Isso não quer dizer que somente 44% das empresas usam software proprietário! Mas demonstra que o software livre vai se tornando cada vez mais confiável.
Fazia tempo que não falava sobre o assunto, afinal, andei muito sossegado com essa história, afinal, fazia 300 dias que não reinstalava meu sistema operacional. Fiquei todos esses dias usando o Ubuntu 7.04 e esqueci dos problemas…. 300 dias sem vírus, problemas, etc. etc… até que uns dias atrás minha máquina ficou pirada quando tentei fazer um upgrade para a versão 7.10 do Ubuntu. O jeito foi reinstalar tudo.
Agora to de Ubuntu 7.10, mais rápido por sinal… mas esta é outra história.
Voltando ao assunto, o número é maior nas grandes empresas, algo em torno de 76%. Nas pequenas empresas, pirataria e software proprietário ainda é a alternativa mais usada (como na empresa do meu pai!).
Uma coisa eu queria saber de verdade. Quantos seriam os usários domésticos de software livre no Brasil?
Se descobrir posto aqui.
…agir dentro de um certo domínio de ações definidas por certas disposições corporais dinâmicas!
Talvez não seja uma definição bonita ou poética que se possa dar a algo tão belo quanto o fato de “emocionar-se”. Esta é uma definição sobre a ótica da biologia que tirei da leitura de vários materiais sobre as pesquisas de Maturana, que entre outras coisas é biólogo e educador.
Ora, me peguei a observar. Esses dias fui tocar acordeon num barzinho aqui de Sorocaba. Fazia tempo que não tocava em bares e confesso que senti um certo medo misturado com uma certa timidez. Bom, na verdade percebi que estas sensações refletiam na velocidade e qualidade dos meus pensamentos. Refletiam na minha musculatura toda.. meus dedos um tanto trêmulos, uma sensação estranha nos braços e na minha face. Refletiam na forma que eu olhava pras pessoas e recriava aquela sensação e, ao mesmo tempo, tentava me sentir a vontade com fato de que iria tocar dali uns minutos. Como sempre é de acontecer, na hora do show a coisa fluiu muito bem e as emoções que senti foram muito positivas.
Depois de pequena reflexão, me perguntei até se aquela sensação desconfortável inicial não foi, de certa forma, benéfica para o momento em que entrei no palco, já que ela criou uma tensão que se transformou em muita energia na hora de tocar.
Mas perceba: quais são as disposições de seu corpo, de seus músculos e de seus pensamentos quando você está com raiva? Quando você está feliz? Quando está calmo? Quando está apressado? Quais são os líquidos e energias que te movem e quais são as emoções que você percebe?
Bom, é um estudo bem interessante este, por que até uma coisa tão certa quanto o pensamento lógico tem sua base nas emoções. Estive pensando: como planejo meu futuro se estou feliz? Com certeza é diferente de fazer qualquer planejamento com preocupações, sentindo tristeza ou raiva.
O cérebro límbico, que é constituído pelas camadas mais profundas do cérebro humano, “controla” (talvez esta não seja a melhor palavra) as emoções e a fisiologia do corpo. Esta é a parte mais antiga do cérebro de nossa espécie e recebe informações de várias partes do corpo. O Neocórtex, parte do cérebro onde se dão as cognições, se formou ao redor do cérebro límbico durante milhões de anos de evolução e sua estrutura (inclusive de tecidos) é diferente do límbico. Uma das consequencias disto é que diante de uma situação ou de uma ameaça, nosso cerébro límbico reage primeiro que o neocórtex. Bom, pelo que entendo, isto deve significar que sentimos emoções antes de racionalizar as coisas e, por consequência, nossa racionalidade é influênciada por nossas emoções.
Segundo David Servan, doutor em ciências neurocognitivas, o cérebro emocional (límbico) nos dirige rumo as experiências que buscamos e o cognitivo (neurocórtex) tenta fazer com que cheguemos lá do modo mais inteligente possível. Como recebem as informações mais ou menos ao mesmo tempo, eles podem cooperar ou competir entre si sobre o controle do pensamento, das emoções ou do comportamento. O resultado dessa interação determina o que sentimos, nossas relações com o mundo e nossos relacionamento com os outros.
Ainda segundo David Servan, a competição entre os dois cérebros, pouco importa a forma que tome, nos torna, seguramente, infelizes.
Me emociono, logo penso? A verdade é que ainda há muitas coisas a serem descobertas sobre nós, seres humanos!
Olá!
Muito intrigante esta visão, e me faz imaginar como o rotulamento de emoções em positivas e negativas ocorre. Porque nos comovemos com obras de arte produzidas durante rupturas emocionais, como nas obras de pintores chamados perturbados, e porque consideramos o sentimento de raiva, tristeza e angústia como negativas.
Talvez sentir raiva, estar no fundo do poço, e se ver sem saída pode nos impelir a ações que trazem a estabilização.
Como esta teoria trata do fato de muitos de nós tentarmos controlar as emoções, escondendo-as em nossas fisiologias?
Acredito que evitar sentimentos considerados negativos por nossa convenção cultural pode significar que estejamos desperdiçando importantes alarmes ancestrais instalados em nós. Qual seria a medida para harmonizar nosso limbo com nossa consciência?
“Olha o Mal: Vem de braços e abraços com o Bem num romance astral”
Raul Seixas
Bom, após ler alguns textos do dr. Maturana, tentei criar uma ligação (que talvez alguém já tenha feito) entre a autopoiése intrapessoal, os sistemas autopoiéticos de ordem superior (organizações, sociedade e por que não empresas) e a análises de redes sociais (SNA).
A questão que me veio a mente como mais correta é:
Teria a análise de redes sociais alguma utilidade para sistemas autopoiéticos de ordem superior?
Estou considerando, empresas, ONGs e afins como possíveis sistemas autopoiéticos de ordem superior, mas isto é completamente questionável.
Bom, criei um tópico no fórum da Papagallis. Se alguém se interessar, pode entrar e contribuir neste endereço:
http://redepapagallis.ning.com/forum/topic/show?id=737965%3ATopic%3A2981
Oi Ronaldo,
da uma olhada nos livros do Capra, o “Teia da Vida” e principalmente “Conexões Ocultas”. Não lembro de dele comentar diretamente sobre SNA, mas com certeza o modelo de sistemas vivos que ele
aprenseta vale a pena, acima de tudo a sua extensão para sistemas socias no segundo livro. Ele
combina 3 aspectos, estruturas discipativas, redes autopoiéticas e cognição, que ele complementa com o aspecto do significado para explicar estruturas sociais. Outro livro interessante, que
apresenta um resumo bom da teoria de redes é o “Linked” do Barabasi.
Dentro desse contexto, vai um pitaco (não que eu seja um expert nisso, pode ser que tenha
aspectos da SNA que eu não conheça e eu esteja falando abobrinha). Vejo que a analise de redes
socias (SNA) é um ótimo começo para a comprensão da autopoiese nas estruturas socias, mas vejo
ainda limitações. Os sistemas socias vivos, auto-organizados, existem na esfera cultural, do
significado, que surge com a comunicação.
Vejo a SNA mais como uma forma de visualizar a estrutura “fisica” do organismo, ou seja as
pessoas e suas relações. Mas para realmente comprender os sistemas sociais vivos, teremos que
entender como é criado o significado nas conexões humanas, e como cultura, em um senso mais
amplo, emerge dessas relações. Me parece que o SNA não cobre esses aspectos.
Abraço,
Thomas
“Um dia o povo brasileiro vai parar de procurar a teia do Homem Aranha e vai dar mais atenção pra Teia da cultura brasileira…”
hehehehe Lenda ou não, dizem que esta foi a última fala do presidente Lula durante a abertura da Teia 2007, evento que reuniu vários pontos de cultura durante 5 dias em Belo Horizonte, pra discutir as políticas relacionadas ao programa cultura viva do ministério da Cultura e para apresentar seus trabalhos culturais (danças, artesanatos, músicas, ações, teatro etc.).
Eu fui a trabalho, mas confesso que me diverti bastante, afinal, quem disse que trabalho significa dor
Dancei frevo, maracatú, moçambique, cavalo-marinho, jongo e ciranda.
A Papagallis, empresa em que trabalho, foi até lá pra realizar junto a outros atores uma oficina de jornalismo cultural independente. Realizamos um trabalho de 10 dias com 100 pessoas, dentre delas estavam jornalistas, fotógrafos, estudantes de jornalismos, ativistas, malucos etc. Fizemos dois dias de World Café com essa galera pra criar um sentimento de grupo e responder perguntas como “O que é Jornalismo Cultural independente?” e “Como fazer isto?”.
Bom, as várias respostas e novas perguntas vieram do próprio grupo. Fizemos então uma pequena desconferência onde alguns meios de realizar a cobertura independente e ao mesmo tempo compartilhada foram apresentadas e propostas.
O coletivo 100canais do qual faço parte, apresentou a agência Teia, uma proposta de agência de notícias colaborativa que permite uma agregação inteligente de notícias publicadas em blogs pessoais (de diversos jornalistas) através de TAG’s combinadas para um determinado evento, bem como a discussão pública de pautas e divisão da cobertura de maneira orgânica, através de uma rede social formada pelos jornalistas participantes do evento.
Eu dei algumas oficinas a respeito do assunto, tem até um vídeo feito pela Ana Carmem
Bom, afinal desses dias, algumas pessoas comentaram a respeito do resultado da oficina.. é melhor ouvir a opinião delas primeiro:
http://papagallis.com.br/2007/11/06/comentarios-sobre-nossa-ativacao-na-teia-2007/
Da minha parte, antes de falar qualquer coisa a respeito sobre jornalismo, coloco minha satisfação e minha crença cada vez maior nas conversações, no diálogo, nas ferramentas sociais como o world café, o círculo, o Open Space/Desconferência. Meu sentimento após essa imersão de duas semanas utilizando essas técnicas participativas, é de que conversar vale a pena.
Quem está dizendo isto é um cara bem introvertido!
Seguindo os ótimos exemplos que Fabiano Caruso nos dá muitas vezes ao escrever e compartilhar suas reflexões sobre os livros conforme ele os lê, vou escrever um pouco sobre minhas impressões iniciais a respeito do livro “O World Café”, de Juanita Brown e David Isaacs.
Li 20% do livro ainda, mas já é suficiente para dizer que estou apaixonado por ele e pelo World Café em si. O que dizer de um livro que logo na sua introdução, propõe ao leitor que pare de ler e faça seguinte reflexão:
O que me trouxe até este livro?
Sobre o World Café em si, já destaco duas coisas que me ocorreram nesta leitura preliminar:
Enquanto me delicio com estas reflexões que o autor propõem, fico esperando a oportunidade de tocar o livro novamente e devorá-lo mais um pouco. Estrahamente tenho impressão que o World Café é também um jeito de agir e pensar, que se reflete inclusive na forma que o livro foi escrito e por isto ele é tão gostoso de ler. É convidativo, parece que tem alguém conversando contigo… um anfitrião.
Blogado com Flock
Tags: worldcafe, papagallis, aprendizagem informal, conversação, conversas, conversações, open space
Ronaldo, estou lendo e por coincidência já li 20% do livro, estava pesquisando no Google, sobre o World café e encontrei o seu Post.
E o lance é bem este, parece que o livro tem Vida!!!
Um abraço.
Bom, com o livro já lido, digo que esta ferramenta é maravilhosa. Nós da Papagallis estamos utilizando pelo Brasil a fora e os resultados são realmente surpreendentes, tanto pra nós quanto pra quem participa!
Um vídeo legal sobre o ning, por quem comanda a bagaça:
[podtech content=http://media1.podtech.net/media/2007/02/PID_010362/Podtech_NING_demo.flv&postURL=http://www.podtech.net/home/2239/build-your-own-social-space-with-ning-version-2 &totalTime=751000&breadcrumb=60442f7aaf2d4dd7a0b86f000ea12e02]
Cláudio Pinho 11:32 on 26/03/2008 Permalink |
Obrigado por compartilhar em PT-BR, muito bom.
Hehehe