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  • richieri 11:34 on 29/10/2010 Permalink | Reply
    Tags: alienação, , mídia, ,   

    e-Carta aos meios amigos do Forró em Sorocaba 

    Amigos, peço 10 minutos de vocês para lerem este email se possível. Não precisa ler se não quiser :-)

    Já adianto que não é uma mensagem direta a alguém, mas se vocês conhecerem alguém que se interessaria em ler esta mensagem, sinta-se a vontade para reencaminhá-la.

    A cada 2 anos, nós brasileiros passamos por um evento que ocorre geralmente no mes de outubro chamado eleições. Tenho notado, que para muitos de meus amigos esta é uma fase do ano chata e que não deveria existir. As eleições trazem consigo para algumas pessoas, uma palavra que traz um peso já manchado, a política. Este assunto então tem parecido, para alguns de meus amigos, tão chato e enojado que alguns chegam até a dizer “política não se discute”, como se política beirasse a religiosidade, como se falar de Dilma ou de Serra fosse como falar de Cristo ou de Maria.

    Ora, meus amigos e amigas, gostaria de dar um recado aos que por ventura tenham essa impressão da política, vendo ela como algo que não vale mais a pena, que tanto faz votar em um ou em outro.

    É possível sim, viver “a pesar” da política, dos políticos e do estado. Esta escolha nos levará a viver nossa rotina de acordatrabalhadivertedorme muito bem. Vai ser bem gostoso. Não precisaremos olhar para as feridas sociais de nossa cidade, como por exemplo o bairro do refúgio, nem precisaremos olhar para nosso estado e as feridas sociais dele, como a falsa educação que vemos (principalmente aqueles que são professores como minha mãe) que já não funciona faz tempo, nem precisaremos olhar para a federação, para o país, e ver as feridas sociais dele como o desmatamento da amazônia e os períodos de seca que começam a ocorrer em Santa Catarina (acreditem se quiser) como consequencia.

    Essa primeira escolha nos fará resolver o nosso problema individual, e quem sabe o da nossa família. Vamos conseguir arrumar um bom emprego ou até mesmo empreender nosso próprio negócio. A vida vai passar, vai ser muito prazerosa. Alguns de nós enriquecerão, outros nem tanto (como é meu caso agora hehehehehe).

    Na verdade essa escolha é muito favorável à alguns e por isso algumas mídias ajudam esse processo de alienação da vida social acontecer. Mas não se preocupe, dá pra viver alienado à política! E no dia de votar, tanto faz em quem votar. Posso até votar nulo ou branco, pois “meio que tanto faz”.

    Existe no entanto meus amigos e amigas, uma segunda escolha, que nos obriga a tornarmos mais conscientes de nós mesmos, da nossa história enquanto país e de como está construída nossa sociedade atualmente, em cima de um modelo ao qual chamamos de democracia. Na verdade, esta escolha para muitos parece ser chata e impossível, mas isto é só uma imagem que implantaram em você que acha isso. A política pode ser feita através de uma conversa gostosa, agradável, numa mesa de bar. Política não necessariamente é discussão! Política não necessariamente é abuso de poder e corrupção! Não é!

    Essa segunda escolha nos faz assumir nossos papéis numa dimensão que não existe na 1a escolha, o ambito social. E então nosso voto tem um outro valor, mesmo que pequeno, é “mais um”. Nesta segunda escolha, temos que minimamente entender o plano de nação ou de governo de cada um dos candidatos que estão disponíveis para quem a gente vai votar e um pouquinho de sua trajetória política.

    Na segunda escolha, a gente tem que se abrir aos outros amigos para escutar a opinião deles sobre como é a cidade, estado ou país em que ele quer viver e também falar de qual é o nosso sonho para o local que vivemos. E então a arte da política, no meu entender, é chegar numa opinião nova, que não é nem a de um lado, nem a de outro, mas sim uma opinião consensuada que trará benefício a todos. Afinal, o sonho que eu tenho para sorocaba, deve ser diferente do sonho que cada um de vocês devem ter, embora próximos, um pouco diferente deve ser.

    Então se um de vocês meus amigos me disserem “política não se discute” alguma vez, vou entender perfeitamente sua escolha! E talvez eu até te veja no forró cantando a música do Peixe Elétrico:
    As regalias do prefeito
    E a miséria do povo
    Voces viram na eleição
    Quem é que pode dar o troco
    Mas é preciso ver direito
    O que esta acontecendo aqui
    Conquistar nosso direito
    Você pode fazer mais
    Pode fazer muito mais é só
    Regalá, regalá, regalá o zóio

    Mas saberei que você estará cantando uma música como quem canta “Rebolation tion, o rebolation”.

    Finalmente, gostaria de dizer que a política não está perdida, assim como a democracia não está! Graças à internet, hoje podemos acompanhar por exemplo o twitter do Serra ou do Deputado Hamilton Pereira e saber o que eles estão fazendo. A gente pode mandar uma mensagem pra eles! A gente pode pedir projetos de leis! A gente pode!

    Obrigado por ter lido até aqui a mensagem!

    Abraços!

    Obs: quem faz a 1a escolha, nunca será livre, pois sempre estará vivendo a escolha que fizeram por ele

    Ronaldo Richieri – Sanfoneiro
    (15) 8818-2009
    http://richieri.com
    skype: rrichieri
    twitter: @richieri

    Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta a prova? Por quantas provas terá ela que passar?
    Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro. Do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta a prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e todos os justos que os precederam. ‘Não roubarás!’, ‘Devolva o lápis do coleguinha’, ‘Esse apontador não é seu, minha filha’. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar! Até habeas corpus preventiva, coisa da qual nunca tinha visto falar, sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará! Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear! Mais honesta ainda eu vou ficar! Só de sacanagem!
    Dirão: ‘Deixe de ser boba! Desde Cabral que aqui todo mundo rouba!
    E eu vou dizer: ‘Não importa! Será esse o meu carnaval! Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos.’
    Vamo pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo, a gente consegue ser livre, ético e o escambal.
    Dirão: ‘É inútil! Todo mundo aqui é corrupto desde o primeiro homem que veio de Portugal!’
    E eu direi: ‘Não admito! Minha esperança é imortal, ouviram? Imortal!’
    Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quizer, vai dar pra mudar o final!

    Texto de Elisa Lucinda “Só de Sacanagem”

     
  • richieri 16:54 on 14/09/2010 Permalink | Reply
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  • richieri 16:54 on 22/07/2010 Permalink | Reply
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  • richieri 16:54 on 21/07/2010 Permalink | Reply
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  • richieri 16:54 on 14/07/2010 Permalink | Reply
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  • richieri 6:03 on 21/05/2010 Permalink | Reply  

    Dar-se conta do sofrimento e das expectativas 

    Esses dias estava sofrendo por uma questão emocional. Uma espécie de paixão não correspondida, quer dizer, não correspondida da forma como eu queria que fosse correspondida =\

    Comecei a sofrer com isso… mas queria não sofrer. Meu racional dizia que aquilo era algo egoísta… Comecei a perceber como na verdade o sofrimento vinha do fato das coisas não estarem ocorrendo da forma que eu queria.

    Antes do sofrimento, vinha a projeção de como eu queria que as coisas acontecessem. Depois vinha a dor pelo fato das coisas não estarem acontecendo dessa forma. E depois a dor se mantia, por eu não conseguir mudar essa projeção. De alguma forma, ter aquela projeção de como eu queria que as coisas ocorressem era algo óbvio, concreto e imutável.

    E comecei a me questionar, por que é que eu opero minha vida desta forma, projetando coisas e querendo vivê-las e não simplesmente vivendo cada instante a partir de uma não expectativa, de uma fluidez que apresenta uma realidade inesperada e instável.

    Twittei isso num determinado momento:

    “Tento me lembrar desde q idade comecei a me frustar qndo as coisas nao saiam do meu jeito e pq ainda sofro c/ isso hj”

    Levanto essa questão. Em que momento em nossas vidas começamos a querem controlar nossa realidade?

    Neste momento ainda eu estava sofrendo, mas querendo sair deste lugar de sofrimento. Tentei criar uma nova explicação para aquelo que sentia. Sem exito!

    Foi então que resolvi observar o meu sofrimento. Dei um passo ao lado e observei minha mente trabalhando, a angustia em meu corpo. Estava sofrendo… Mas então me observei enquanto aquele que observava o meu sofrimento. Então tive uma deliciosa surpresa em não me encontrar no lugar do sofrimento, e sim no lugar de observar o sofrimento. Alívio!

    Twittei então:

    “Mas hj, qndo sofro, me observo sofrendo.. E entao este “eu” q observa o sofrimento nao sofre. Mas este nao é meu agir natural ainda :-)

    Dar-se conta do sofrimento  é algo muito bom e libertador, alias, dar-se conta daquela parte de você que observa o sofrimento, é que tras essa libertação.

    Este não é meu estado natural obviamente, mas de alguma forma, gostaria de acessar essa instância de observação de mim mesmo, mais vezes e com mais facilidade.

    Meu amigo Ignacio Muñoz (@atropoetico) entrou nessa conversação através do twitter dando 3 passos para seguir e transcender o sofrimento. Gostei muito e por isso deixo aqui os 3 replies do Ignacio para meus amigos lerem e seguirem (principalmente o 3o passo):

    @antropoetico: “@richieri Quizas caro amigo voce só precisa dese darse conta, neste presente. E voila! Agora já nao pode sofrir tam bem como antes. Paso 1″

    @antropoetico: @richieri Paso 2: No tratar de conservar el nao sufrir. Sentirlo sin miedo, hasta que voce fique cansado dele y vai embora.”

    @antropoetico: @richieri Paso 3: Nao siga ningun paso de nigem jajaja.Tudo es un fluir, nada se repite. Mas podemos provocarnos mutuamente reflitiendo ne?”

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