Bom, após ler alguns textos do dr. Maturana, tentei criar uma ligação (que talvez alguém já tenha feito) entre a autopoiése intrapessoal, os sistemas autopoiéticos de ordem superior (organizações, sociedade e por que não empresas) e a análises de redes sociais (SNA).
A questão que me veio a mente como mais correta é:
Teria a análise de redes sociais alguma utilidade para sistemas autopoiéticos de ordem superior?
Estou considerando, empresas, ONGs e afins como possíveis sistemas autopoiéticos de ordem superior, mas isto é completamente questionável.
Bom, criei um tópico no fórum da Papagallis. Se alguém se interessar, pode entrar e contribuir neste endereço:
Thomas Ufer
9:50 pm on fevereiro 5, 2008
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Oi Ronaldo,
da uma olhada nos livros do Capra, o “Teia da Vida” e principalmente “Conexões Ocultas”. Não lembro de dele comentar diretamente sobre SNA, mas com certeza o modelo de sistemas vivos que ele
aprenseta vale a pena, acima de tudo a sua extensão para sistemas socias no segundo livro. Ele
combina 3 aspectos, estruturas discipativas, redes autopoiéticas e cognição, que ele complementa com o aspecto do significado para explicar estruturas sociais. Outro livro interessante, que
apresenta um resumo bom da teoria de redes é o “Linked” do Barabasi.
Dentro desse contexto, vai um pitaco (não que eu seja um expert nisso, pode ser que tenha
aspectos da SNA que eu não conheça e eu esteja falando abobrinha). Vejo que a analise de redes
socias (SNA) é um ótimo começo para a comprensão da autopoiese nas estruturas socias, mas vejo
ainda limitações. Os sistemas socias vivos, auto-organizados, existem na esfera cultural, do
significado, que surge com a comunicação.
Vejo a SNA mais como uma forma de visualizar a estrutura “fisica” do organismo, ou seja as
pessoas e suas relações. Mas para realmente comprender os sistemas sociais vivos, teremos que
entender como é criado o significado nas conexões humanas, e como cultura, em um senso mais
amplo, emerge dessas relações. Me parece que o SNA não cobre esses aspectos.
“Um dia o povo brasileiro vai parar de procurar a teia do Homem Aranha e vai dar mais atenção pra Teia da cultura brasileira…”
hehehehe Lenda ou não, dizem que esta foi a última fala do presidente Lula durante a abertura da Teia 2007, evento que reuniu vários pontos de cultura durante 5 dias em Belo Horizonte, pra discutir as políticas relacionadas ao programa cultura viva do ministério da Cultura e para apresentar seus trabalhos culturais (danças, artesanatos, músicas, ações, teatro etc.).
Eu fui a trabalho, mas confesso que me diverti bastante, afinal, quem disse que trabalho significa dor Dancei frevo, maracatú, moçambique, cavalo-marinho, jongo e ciranda.
A Papagallis, empresa em que trabalho, foi até lá pra realizar junto a outros atores uma oficina de jornalismo cultural independente. Realizamos um trabalho de 10 dias com 100 pessoas, dentre delas estavam jornalistas, fotógrafos, estudantes de jornalismos, ativistas, malucos etc. Fizemos dois dias de World Café com essa galera pra criar um sentimento de grupo e responder perguntas como “O que é Jornalismo Cultural independente?” e “Como fazer isto?”.
Bom, as várias respostas e novas perguntas vieram do próprio grupo. Fizemos então uma pequena desconferência onde alguns meios de realizar a cobertura independente e ao mesmo tempo compartilhada foram apresentadas e propostas.
Da minha parte, antes de falar qualquer coisa a respeito sobre jornalismo, coloco minha satisfação e minha crença cada vez maior nas conversações, no diálogo, nas ferramentas sociais como o world café, o círculo, o Open Space/Desconferência. Meu sentimento após essa imersão de duas semanas utilizando essas técnicas participativas, é de que conversar vale a pena.
Quem está dizendo isto é um cara bem introvertido!
Thomas Ufer 9:50 pm on fevereiro 5, 2008 Permalink |
Oi Ronaldo,
da uma olhada nos livros do Capra, o “Teia da Vida” e principalmente “Conexões Ocultas”. Não lembro de dele comentar diretamente sobre SNA, mas com certeza o modelo de sistemas vivos que ele
aprenseta vale a pena, acima de tudo a sua extensão para sistemas socias no segundo livro. Ele
combina 3 aspectos, estruturas discipativas, redes autopoiéticas e cognição, que ele complementa com o aspecto do significado para explicar estruturas sociais. Outro livro interessante, que
apresenta um resumo bom da teoria de redes é o “Linked” do Barabasi.
Dentro desse contexto, vai um pitaco (não que eu seja um expert nisso, pode ser que tenha
aspectos da SNA que eu não conheça e eu esteja falando abobrinha). Vejo que a analise de redes
socias (SNA) é um ótimo começo para a comprensão da autopoiese nas estruturas socias, mas vejo
ainda limitações. Os sistemas socias vivos, auto-organizados, existem na esfera cultural, do
significado, que surge com a comunicação.
Vejo a SNA mais como uma forma de visualizar a estrutura “fisica” do organismo, ou seja as
pessoas e suas relações. Mas para realmente comprender os sistemas sociais vivos, teremos que
entender como é criado o significado nas conexões humanas, e como cultura, em um senso mais
amplo, emerge dessas relações. Me parece que o SNA não cobre esses aspectos.
Abraço,
Thomas